QUANDO O PREFEITO ESQUECE DE IR AO ESTÁDIO

Há um bom tempo venho refletindo sobre a atuação dos políticos com cargos majoritários no nosso estado. Uma conclusão a que cheguei sem muito esforço é a inexpressão do nosso atual prefeito. Quem acompanhou a última campanha, deve ter percebido que a sua eleição só foi possível graças à habilidade da governadora Wilma de Faria de criar alianças fortes.

De fato, Dona Wilma não perde uma eleição – seja concorrendo ao pleito ou apoiando alguém – desde que saiu vencedora das eleições de 1988, assumindo a prefeitura de Natal. De lá para cá, elegeu prefeito Aldo Tinoco em 1992. Foi eleita prefeita pela segunda vez em 1996 e reeleita em 2000. Em 2002 renunciou ao cargo em nome do vice, Carlos Eduardo, para se candidatar e eleger governadora. Finalmente, nas eleições de 2004, apoiou e foi a maior responsável pela reeleição de Carlos Eduardo Alves à prefeitura da cidade.

Seguindo uma das premissas básicas da política, tem uma máquina de propaganda eficiente coordenada pelo competente marketeiro Alexandre Macedo. Entretanto, parece não ter passado tais conhecimentos para o atual prefeito. O que menos se vê na gestão de Carlos Eduardo são propagandas dos seus feitos. Não se sabe, porém, se a explicação está na ineficiência da sua assessoria de imprensa, ou na insuficiência de ações que mereçam repercussão na mídia.

O fato é que com toda a sua apatia e timidez, o atual prefeito segue governando meio que à surdina, na sombra da governadora. Não deve ser raro que uns muitos natalenses mais desavisados não saibam nem o seu nome. O cara consegue ser tão inexpressivo que não serve nem para se falar mal. É fato que a vice-prefeita, Micarla de Souza, consegue ter mais notoriedade do que ele. Se bem que, em pouco tempo, é bem provável que tal visibilidade possa se dar de maneira independente, visto que a relação entre os dois não está lá tão boa.

O prefeito aparece tão pouco que nem a oposição – atualmente configurada nos seus desafetos políticos de família (isso mesmo! A sua trajetória política é tão peculiar que ele tem a própria família, os Alves, como adversários políticos) e na pessoa de Luiz Almir – tem matéria-prima para se opor à gestão da atual prefeitura.

Meio que atestando o que foi escrito até aqui (e esse exemplo vai além da opção de torcedor deste com vos escreve), Carlos Eduardo Alves, ao contrário da governadora Wilma de Faria, do presidente da Câmara dos Deputados – Robinson Farias e de muitas outras autoridades, não esteve presente na inauguração do Frasqueirão, estádio do ABC Futebol Clube. Em seu lugar, Rogério Marinho, presidente da Câmara dos Vereadores, foi enviado como representante.

Que a torcida do ABC é grande, todos sabem. Mas, é preciso mais que patrocinar iluminação de estádio e encontrar com as câmeras de vez em quando, para se firmar na política.

Se o prefeito pretende concorrer às eleições de 2006, que trate, urgentemente, de rever a propaganda da sua gestão, ou, quem sabe, reformar o Machadão.


O CALENDÁRIO DO CABARET É DIFERENTE

Os indivíduos que não têm uma resposta mais convincente para a indisposição com que lidam com a labuta, costumam dizer que, no Brasil, o ano só começa após o Carnaval. Confesso que sou um admirador da folia carnavalesca, mas, nesse ano que se inicia, não está nos meus planos participar da festa.

Isto posto, estou antecipando em um mês as atividades que planejei desenvolver em 2006. Desde o reveillon, tenho migrado de Natal para Cotuvelo, o que tem me impedido de me comprometer com muita coisa por aqui. Tive um recesso generoso de 15 dias, coisa que não me dava ao luxo desde 2001, por mais que a minha real assiduidade à UFRN tenha me proporcionado bons momentos de relaxamento.

Durante essas duas semanas, pude coçar o saco até irritar a pele da região escrotal, além de descansar bem e definir um esboço de planejamento para esse ano. Decidi que, a exemplo do que tenho feito há uns quatro meses, antes de tentar concretizar novas idéias, preciso retomar de maneira efetiva as que já estão esperando há mais tempo. A fila de idéias tem me feito bem e tenho conseguido me organizar melhor dessa maneira.

Como já foi dito, nesse ano, não encararei a quarta-feira de cinzas como o meu 31 de dezembro. Estarei completamente apto ao início do tal planejamento a partir da próxima segunda-feira, dia 29 de janeiro, quando já estarei definitivamente em Natal, completamente livre da sedução de hibernar em uma rede e de coçar o saco.

O que planejei para 2006? Você verá por aqui no decorrer do ano. Mas, de antemão, prometo que esse blog está na frente da fila e não se propõe a virar um mero diário ou comunicador de agenda desse que vos escreve.


PUTAS NOVAS

Depois de um recesso para definir o meu futuro acadêmico, o Cabaret está reabrindo.
Antes de mostrar as novas putas e postar as idéias e percepções recentes, aí vai um upload do cafetão.

História
Estava nos meus planos concluir o curso ainda em 2005, mas deixei algumas leituras para muito perto do prazo final e a minha monografia não ficaria do jeito que eu quero. Assim, somente no meio de 2006 estarei entregando o meu trabalho de conclusão. A boa é que já me livrei das aulas. Só piso na UFRN para orientação, para pegar algum livro ou para conversar miolo de pote na cantina do setor II.

Não me recordo se já havia comentado em algum dos meus finados blogs sobre o fato de eu ter diminuído drasticamente a minha carga de leitura após entrar no curso de História, o que, à primeira vista, é meio estranho. Coincidência ou não, exatamente na iminência de receber o canudo e estar completamente desligado da universidade, estou bem empolgado com algumas leituras que tenho feito.

Música
Nos últimos meses tenho me envolvido muito com os meus projetos musicais.
O SeuZé está caminhando bem e a repercussão do primeiro CD está sendo muito bacana. Em breve começaremos a divulgação em massa fora do Rio Grande do Norte. Estamos trabalhando canções novas que estarão nos shows em breve. Só voltaremos ao palco em 2006. Confira a agenda em www.seuze.net

Há uns três meses, voltei para a Experiência Ápyus, banda da qual havia me desligado por compromissos – não honrados – com a UFRN. De lá para cá fizemos poucas apresentações, já que estamos mais concentrados e empolgados com a gravação do segundo trabalho. O projeto é bem ousado para uma banda independente. Estamos gravando um disco duplo e fazendo um vídeo release a partir de imagens capturadas nas sessões de gravação.

Também estou ensaiando com um projeto que em breve estará tocando blues de diversos períodos e artistas nos pubs de Natal. A banda é composta por músicos que são conhecidos pelos seus trabalhos com outras bandas. Segue a formação: Glay Anderson (Moby Dick) no vocal, Felipe Rebouças (Os Grogs) na guitarra, Cleo Lima (Revolver) na guitarra e voz, Lipe Tavares (SeuZé/Experiência Ápyus) no baixo e voz e Roosevelt (Boca de Sino) na bateria. O lançamento do projeto será na primeira metade de janeiro de 2006, no Budda Pub.

O Cabaret de Luxo não tem promoções de fim de ano, mas as putas são novas e o serviço está de volta. Aumente o volume do tango, tire a roupa e volte sempre.


EM BREVE

Desculpas pela ausência.
Assim que estiver quitado com as pendências acadêmicas, as atualizações do Cabaret voltarão ao seu curso normal.

Grato.


CINEMA PERTO DA TELA NÃO TEM GRAÇA

O fato de nesse ano eu não ter sido tão assíduo em minhas idas ao cinema, não me tira o direito de protestar. É realmente uma pena saber que o Cine Natal fechou as portas. Já tinha ouvido falar que o Grupo Severiano Ribeiro havia declarado o fim das atividades das salas que mantinha no Natal Shopping. Mas, somente na última semana pude constatar, com os meus próprios olhos, o compensado branco que tomou o lugar das portas de vidro do finado cinema.

Não posso negar que tenho um apreço especial pelas coisas materiais, dos mais variados tipos. Mas, excetuando-se alguns poucos bares (em especial os que abrigam sinucas oficiais), o Machadão, o Colégio Salesiano e o meu quarto, nunca mantive ligação mais profunda com estruturas físicas. Eis que o velho clichê mais uma vez se anuncia: só valorizamos algo quando o damos por perdido. Quando vi que aquele lugar que me proporcionou sensações tão bacanas acabou, deu uma tristeza...

Tristeza maior ainda senti ao lembrar do fim do Cine Natal, assistindo o besteirol “Gigolô Europeu Por Acidente” na sala 2 do Moviecom, no feriado de finados. Que sala de exibição minúscula! Que som ruim! Deu uma saudade grande das salas espaçosas do Natal Shopping. Espero ansioso que os grupos responsáveis pela construção das salas que estão para ser inauguradas no Midway e no Shopping Orla Sul não economizem tijolos e façam salas aptas a receber pelo menos três centenas de pessoas.

Cinema perto da tela não tem graça.

O SEUZÉ POR MIM

Uma das coisas mais complicadas de se fazer numa banda, com certeza é um release legal. É uma tarefa muito difícil conseguir passar, o mais parcial e sintético possível, o que é o grupo. Eu sempre tomei a iniciativa de fazer os releases das bandas em que toquei e nunca consegui ir além de um elogio de si mesmo, enqüanto banda.

Decidi comprar o desafio e escrevi o novo release oficial do SeuZé. O resultado está o mais factual, sintético e parcial que consegui.
Essa vai ser a primeira leitura que os produtores e mídia de fora terão da banda quando começarmos a enviar o CD para as outras regiões.
Espero que gostem.

RELEASE

Antes de qualquer coisa o SeuZé é uma banda que toca música sem se preocupar com a amplitude de significações e abrangência de estilos que o nome música sugere. Se para alguns a diversidade musical pode implicar em falta de identidade ou personalidade, para os Zés a lógica é outra. E não poderia ser diferente. Ora, como esperar que quatro indivíduos com gostos e referências musicais completamente diferentes produzam um som uniforme que possa ser tachado ou enjaulado em determinado segmento?

É assim, na contramão do que geralmente ocorre com grupos em início de carreira – formados pelas afinidades – que, desde 2003 o SeuZé, originado em Natal, vem construindo um trabalho sólido a partir das diferenças dos seus músicos. A banda tem a consciência de que em arte não existe originalidade, no máximo pioneirismo. Tudo é referência, reinvenção. É nesse sentido que o grupo não teme assumir a influência que sofre de artistas que, por mais que aparentem não estar em sintonia ou contemporaneidade, se encontram na perpendicular do bom gosto.

O primeiro CD do grupo, Festival do Desconcerto, lançado pelo selo potiguar Mudernage Diskos, aponta para esse caminho: mais o assumir de diferenças e influências do que um projeto utópico de originalidade. No primeiro trabalho do SeuZé pode-se constatar, sem muito esforço, a ironia de um Noel Rosa ou Mutantes, a indignação de Chico Buarque e Radiohead, a melodia de Caetano Veloso e Los Hermanos, o peso do Sepultura e do Muse, a cadência de Luiz Gonzaga, B. B. King e Chico Science, ou ainda, e por que não, o imaginário de Stanley Kubrick.

Lipe Tavares, FeLL, Augusto Souza e Xandi Rocha vêm, nesses três anos de carreira, conseguindo firmar o SeuZé como um dos nomes mais representativos da atual música independente nordestina. Fato é que o grupo tem sido alvo de matérias da mídia especializada de diversos estados do Brasil. A participação da banda, no ano de 2005, em alguns dos mais importantes festivais do país, como a Feira da Música (CE) e o TIM MADA (RN), atesta o bom momento. Também são prova do reconhecimento que os Zés têm conseguido, as 8 indicações, que receberam, em 2004 e 2005, a uma das mais importantes cerimônias musicais do Nordeste, o Prêmio Hangar de Música.

A máxima do SeuZé é, sem dúvidas, a de fazer música sem se preocupar se ela vai se chamar samba, xote, rock, tango ou vai ser simplesmente anônima. Se ela tiver o apelido de bom gosto e soar doce aos ouvidos e se mostrar inteligente aos olhos, é c’est fini, fim de papo.


DISCOGRAFIA

SeuZé (Demo). 2003. Independente.
Coletânea Bronzeador Virtual (CD-R/Coletânea virtual). 2004. DoSol Records.
Realidade Não Tão Paralela (EP). 2004. DoSol Records
Coletânea Virtual Papa – Jerimum/Tim Mada 2005 (CD-R/Coletânea virtual). 2005. Rock Potiguar.
Festival do Desconcerto (CD). 2005. Mudernage Records.

O PRAZER ESTÁ NO VINHO. A VERDADE NÃO

Até os mais leigos em História devem saber que muitos dos costumes e práticas das sociedades ocidentais na atualidade são herança da civilização romana. Noções de direito, política são o que nos parecem mais óbvio. Por mais que a história possa ser seletiva, é fato a contribuição dos romanos para a formação do “mundo ocidental”.
Porém, há uma máxima dos nossos queridos antepassados, eternizada como verdade universal dos sem caráter, que eu discordo, modéstia parte, com autoridade para tal.

“A verdade está no vinho”.

Aprecio um bom vinho como poucos devem fazer, mas não creio que haja algo de hipnótico na bebida que embalava os bacanais (cabarets de luxo antigos). Já passei por momentos em que o ritmo com que mantinha contato com etílicos beirava a dependência química. Hoje em dia até me vanglorio de estar em situação bem diferente, levando uma vida mais saudável. Mas, nunca, em todas as minhas aventuras e inúmeras sagas em que estive com o cérebro e o coração embebidos em álcool, me apoiei nisso para justificar alguma falha que tenha cometido. E olha que a quantidade de etílicos que já ingeri deve exceder o imensurável.

Já passei pelos diversos estágios da embriaguez e posso garantir, de pés juntos ou separados, fazendo um quatro ou um oito, que você é o que quer ser, esteja bêbado ou não. Estou de saco cheio de ver conhecidos e desconhecidos se valerem de uma desculpa tão chula para justificar as suas irresponsabilidades ou erros.

Eu me assumo como portador de irresponsabilidade, impontualidade, esquecimento e outras mazelas. Mas essas são características minhas e não dizem respeito à bebida nenhuma. Falto com os meus compromissos, me atraso e esqueço de porquês e poréns, esteja são ou não.

Entendo que cada individuo possui a sua individualidade e características próprias, sendo um mais suscetível às conseqüências da embriaguez do que o outro. Mas, qualquer pessoa, sabendo não ter autocontrole suficiente para continuar sendo o que é quando sóbrio, assumindo uma cara a cada gole, ainda tem a opção de continuar um só: fechar a boca ao que lhe levar a sobriedade.
Não sou um historiador diplomado, de papel passado, e nem precisava ser para me atrever a reescrever a história. Para mim, o prazer está no vinho. A verdade não.

CABARET EM FUNCIONAMENTO

É me recuperando de uma LER no ombro direito e na reta final para a conclusão da minha monografia que abro as portas do Cabaret de Luxo. Esse espaço não tem outra ligação com o finado Papo Passado a não ser o fato de também ser escrito por esse que lhe dirige a palavra. Nunca consegui me empolgar de verdade com o meu antigo blog, eis que quando me bateu a vontade de escrever novamente, decidi criar esse espaço com novo layout, novo nome e hospedado em um novo servidor.

Já dei boas fuçadas e acho que vai dar para fazer coisas legais por aqui. O blogspot é bem funcional. Espero estar postando com uma freqüência bacana. Vista esporte fino e sinta-se à vontade para aparecer sempre por aqui. Se fizer calor, eu deixo tirar a roupa.

História musical de um jovem orelhudo e olherudo - Parte 4

Sempre fui muito mimado. Quando eu queria uma coisa, insistia até ganhar. Com a guitarra não foi diferente. Meu pai comeu o pão que o diabo amassou (e cagou) com essa história. 

“Não precisa mais insistir. Você vai ganhar sua guitarra. Mas se ficar em recuperação, não ganha nem biloca”. 

Infelizmente, a minha vida musical sempre esteve diretamente ligada aos estudos. Se eu ia bem na escola, tranqüilo. Caso contrário, nada de instrumentos. 
Novembro de 1997. Finalmente havia eu enfrentado a 8ª série. Para o meu desespero (e sossego geral da vizinhança), havia ficado em recuperação em Ciências (a partir desse contato inicial, eu passei a odiar Química pelo resto da minha vida. Reza a lenda que não abri o livro da detestada matéria uma vez sequer no ano de vestibular) e sonho da guitarra estava adiado. 
Insatisfeito e discretamente conformado, fui assistir a tal aula de Química. Lembro como hoje. 
O professor, se chamava João Roberto. Gerente de banco, dizia ele que ensinava por hobby. Mesmo com toda a boça atestada na narrativa de suas últimas viagens ao redor do mundo, era um professor bom e honesto. 
Chegando à primeira aula da recuperação - para variar atrasado – me deparei com João Roberto comentando a última prova: a que tinha me tirado do caminho da guitarra. Minha chateação era tamanha que não quis ver os comentários. Mas o professor, apesar de ensinar Química e ser botafoguense era sensato. 

“Luis Felipe, olhe sua prova. Pode haver algum erro de correção”. 

Meio sem vontade, segui os sábios conselhos. E não é que a minha prova havia sido corrigida de maneira errada. Não me lembro de números exatamente, mas era coisa de um ponto a menos. Exatamente a diferença que me faria passar. 
Resolvido o mal entendido, nota corrigida na caderneta, dedo estirado para o resto da turma, voei para casa. 
Não me importava se meu pai é a pessoa mais mal humorada do mundo na hora do almoço. Quando sentou na mesa, a primeira coisa que ouviu foi um: 

“Me dê o dinheiro. Eu não fiquei em recuperação. Pode me dar minha guitarra”. 

Explicado o sucedido, ele foi categórico. Me deu o dinheiro ali mesmo na hora, talvez mais interessado em me ver longe dali, do que pensando na minha felicidade musical. 
Passei a tarde entediado sem achar o cara que me venderia o motivo dessa capação de porco. À noite finalmente eu o encontrei e feita a negociação voltei feliz para casa. 
Mesmo sem uma qualidade sonora perfeita, a guitarra era mesmo linda. Uma Jennifer stratocaster anos 80, de cor vinho. 
Meu pai jamais poderia imaginar a capação de gorila que aquela aquisição causaria. De fato, meus companheiros de lar já estavam acostumados com o som do meu quase afinado violão. 
Mas uma guitarra elétrica sem amplificador, plugada no som da sala, falava um pouco mais alto que seu irmão acústico.


Novidades SeuZé 

Como eu havia prometido, estou trazendo mais novidades sobre a banda. Na próxima Quinta estaremos tocando no Colégio Salesiano. Vai rolar uma feira de arte, a entrada é franca e tem tudo para ser bem legal. O Seu Zé deve tocar por volta das 18h30. 
Outra notícia legal é que provavelmente até o fim desse ano estaremos lançando nosso primeiro CD DEMO. A previsão inicial é que 4 músicas componham o trabalho. Uma já está finalizada e disponível na Internet. Entre no canal do IRC #SeuZe e peça o mp3 de Antônio Conselheiro a algum OP. 
No inicio de outubro entraremos em estúdio para gravar mais 3 músicas. As pré-selecionadas são as já conhecidas “Sai Galada”e “Plantando no Céu e Colhendo no Inferno”. A terceira provavelmente será a novíssima “Saudades do Sertão”. Essa música tem saído muito bem nos ensaios, e iremos estreá-la ao vivo no show de quinta-feira. 
Pra fazer a pré-produção da gravação, entraremos em retiro esse fim de semana. Na Sexta à noite nos isolaremos, e só daremos notícias ao mundo Domingo à noite. Iremos provavelmente para a praia de cotuvelo ou para uma granja na cidade de Macaíba. Levaremos todos os instrumentos e parafernália de som para finalizar os últimos arranjos e detalhes das músicas a serem gravadas. 
Para quem está cobrando fotos aqui no Blog...vou levar uma máquina fotográfica e prometo depois colocar algumas fotos do retiro. 
Outros shows estão sendo agendados. Em breve trago mais notícias. 

DICA DO DIA 
Apesar de não ser nada musical, a dica de hoje não podia deixar de ser dada. TANAKA!! 
Bixo, que lanche bom da porra! Ontem fui lá com a minha namorada e dei uma de animal. Quem já foi lá, sabe qual o tamanho do sanduba. Pois é...comi o meu e o de Lauren. Hehehe. Mas tem um detalhe...vá ao Tanaka da Bernardo Vieira. O rango de lá dá de 10 a 0 no Tanaka da Praça Cívica. Não tem PittsBurg, McDonalds ou Bobs que chegue perto. Acho que agora vou ganhar uns gramas a mais... 


Notícias musicais

Bem, finalmente trago notícias musicais. 
Para quem ainda não sabe vou dar uma recapitulada. 
De janeiro de 2000 à janeiro de 2003, passei um período muito legal da minha vida tocando com o República 5. Infelizmente por problemas de desentendimento escolhi sair da banda. Esse assunto parece ainda não ter sido esclarecido. Muita gente ainda pergunta o porque, ou os porques. Bem, vou dar a minha versão. Sintam-se livres para ouvir “o outro lado”. 
Dia 31 de janeiro de 2003, o República 5 fez seu último show com a antiga formação (Fellipe, Lipe, Gustavo e Carlinhos). Depois daí passamos mais de um mês sem ensaiar, sem tocar, nos falando muito pouco. Já fazia algum tempo que eu e Fellipe vínhamos insatisfeitos com algumas atitudes e opiniões de Carlinhos. Depois do show do dia 31, o clima estava tão chato a ponto de não mais telefonarmos para ele, e ele não telefonar para a gente. A coisa foi morgando, morgando... 
Eu e Fellipe pensamos em conversar com Gustavo para saber qual a posição dele, se ele estava satisfeito ou não, mas achamos melhor deixar que ele falasse o que tava achando de maneira livre, sem pressão. Então decidimos sair da banda. Não estávamos satisfeitos em estar tocando com Carlinhos. Ao contrário de alguns boatos que ainda estão correndo por aí (que eu nem sei se foi mesmo Carlinhos que falou), que dizem que saímos por que tínhamos sidos postos para fora da banda, nós saímos por iniciativa própria. Preferimos sair da banda, começar do zero, para não precisar chegar pro cara e dizer: “Ei, você tá fora da banda. Vamos tocar com outro batera”. Abrimos mão de um nome relativamente conhecido, de um trabalho de três anos. Estávamos prestes a gravar nosso primeiro CD. Nossa agenda estava boa, estávamos tocando com uma boa frequência. Mas não estávamos felizes. Caímos fora. Gustavo continuou com Carlinhos, mas saiu pouco tempo depois. 
Logo ao sair da banda eu Fellipe encabeçamos outro projeto e chamamos Xandi e Augusto (os dois ex-Garagem S/A) para compor a formação. Era o Ghandaia. Pouco mais de 1 mês de ensaios, estávamos tocando pela noite da cidade. Nesse intervalo de tempo, decidimos como essencial a presença de um percussionista. Depois de alguns testes, Cyro entrou e fechou a formação da banda. Mas, a dois meses atrás fomos pegos de surpresa com um e-mail. Havia outra banda com nome Ghandaia, nos EUA. Nos descobriram em alguns sites de bandas independentes, e como eles tinham o registro da marca Ghandaia, fomos forçados a mudar de nome. 
O nome escolhido foi Seu Zé. Faz mais ou menos 2 meses que estamos só ensaiando, compondo e pensando no nosso som. O Seu Zé está pronto, de repertório novo e muito motivado. 
AGENDA 
Quinta-feira, 18/09, será o primeiro show dessa nova fase. O Seu Zé vai tocar no Fest Art do Colégio Salesiano. A entrada é franca e a festa começa por volta das 18h. 
Tenho mais novidades sobre a banda, mas o trabalho me chama. Assim que eu tiver um tempinho, posto mais. 

Valeu.