Haruki Murakami
Filmes vistos em 2022

Desde 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.
No meu "year in review" de 2022, a plataforma me avisa que assisti 50 filmes ao todo.
Foi um ano em que me dediquei à filmografia de Hyusuke Hamaguchi, do qual assisti os excelentes Asako I & II, Roda da Fortuna e Drive My Car, este último baseado no excelente e homônimo conto de Haruki Murakami, que eu já havia lido.
Meio que por acaso, explorando o acervo do HBO Max, acabei chegando na já clássica trilogia de Richard Linklater, composta por Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia-Noite. Fazia tempo que eu não me ligava a uma sequência de filmes como o fiz com aqueles protagonizados por Julie Delpy e Ethan Hawke. Até então, Linklater já tinha me marcado com Boyhood, filme que me impactou bastante à época em que foi lançado.
Seguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.







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Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.
Todos esses compilados anuais estão reunidos aqui.
Mais um Murakami para a conta

Acabo de ler O incolor Tsukuru Tazaki e os seus anos de peregrinação, de Haruki Murakami e mais uma vez uma obra do escritor japonês me deixa em estado reflexivo. Pelos registros que mantenho no meu Goodreads, esse é o sétimo livro que leio do autor. Antes, passei por Do que eu falo quando eu falo de corrida, 1Q84, Kafka à Beira Mar, Norwegian Wood, O elefante desaparece, e Romancista como vocação.
Algumas temáticas recorrentes nos títulos que eu já havia lido reparecem nesse "Incolor Tsukuru", mas não chegam a desabonar a obra para mim. Muitas referências a comida, exercícios físicos e música, muita música. Mais uma vez a música assume um papel central no texto de Murakami, como um personagem que ajuda a dar sentido à narrativa. De alguma forma, a maneira como o japonês se utiliza da música me faz lembrar alguns filmes da Nouvelle Vague francesa, em especial Um Homem, Uma Mulher, em que Claude Lelouch explora execuções musicais de uma forma que me tocou bastante.
Pela primeira vez, senti algum incômodo com o estilo de narrativa do autor. Não sei se deixei passar batido na leituras anteriores, ou se é realmente uma questão específica do livro que acabei de ler, mas percebi uma adjetivação exagerada nas descrições de cenários e personagens, recurso que, na minha opinião, tolhe do leitor a possibilidade de concluir por si só alguns aspectos da narrativa, bem como de criar seus próprios julgamentos sobre características de personagens.
Mas, sem dúvidas, um aspecto que sempre me chama a atenção nos escritos desse romancista nipônico, é o viés de disciplina que sempre emerge de alguns de seus personagens. A natação quase sagrada de Tsukuru, a dedicação de Preta no trato com a cerâmica. Sempre que me deparo com esse elemento tão ressaltado da cultura oriental, tenho a vontade de trabalhar um pouco mais a disciplina na minha rotina. Seja em busca de uma alimentação mais saudável ou de uma rotina de atividades físicas mais regulares, seja na organização da minha vidaprofissional.
Mais uma vez, os personagens de Haruki Murakami trazem pra mim esse insigth da disciplina.
Finalizo esse texto na indecisão sobre que livro começarei a ler na sequência. Estavam nos meus planos iniciar a trilogia biográfica de Getúlio Vargas, concluir O fim do homem soviético, que é gigante, mas já avancei para além da metade, mas devo começar outro ainda não lido de Murakami.
Enquanto isso, vou aqui no Irachai do Midway pegar alguns sushis e sashimis para o almoço.
Kafka à beira-mar
Hoje terminei de ler Hoje terminei de ler "Kafka à Beira Mar", de Haruki Murakami. A tendinite no punho me impede de escrever mais sobre as minhas impressões, mas percebi algumas repetições de motivos que apareceram em 1Q84. Alguns personagens preocupados com o condicionamento físico, outros em cativeiros em apartamentos.
Não me cativou tanto quanto o primeiro que li do autor japonês, mas entreteve.