Arnaldo Baptista
Rita Lee por ela mesma

Há alguns dias comecei a ler a autobiografia de Rita Lee.
Assim que o lançamento do livro foi noticiado, fiquei curioso para ver o que a ex-mutante tinha para dizer sobre a sua história de vida. Como bom fã daquela que muitos consideram a maior banda de rock brasileira da história, me interessa em especial o que a artista poderia falar sobre a sua passagem pelos Mutantes.
Passei a me interessar pela banda paulista quando ainda estava na UFRN e durante a produção do primeiro disco do SeuZé. Li a biografia de Carlos Calado e ouvi bastante os primeiros discos do grupo. Também fiquei viciado durante muito tempo no Lóki, de Arnaldo.
Rita, porém, se vale de um certo desdém para rememorar seus momentos na banda. Compreensível até certo ponto dada a relação conturbada que ela assumiu ter com Arnaldo Baptista e pela maneira como foi enxotada da dos Mutantes. Contudo, é interessante para se questionar se esse status cult que a banda desfruta não foi construído a posteriori, depois de nomes como Kurt Cobai, Sean Lennon e David Byrne declararem sua admiração ao trio.
O estilo de escrita informal de Rita, sem preocupação com a construção de uma narrativa fluída e que dê alguma liga aos diversos “micro-capítulos” do livro, me incomodam um pouco e comprometem a fluidez da leitura em certos pontos. Por outro lado, dá um caráter mais confessional e crível às situações descritas e é um sopro interessante de autenticidade, num mercado de autobiografias repleto de co-autores e, mais grave, ghost-writers. (Ano passado li a autobiografia de Dado Villa-Lobbo, produzida em coautoria com um escritor de ofício cujo nome não recordo, e senti falta de uma pegada mais pessoal no texto).
Mais uma vez estou lendo no Kindle e a minha relação com o reader e os e-books se torna ainda mais natural. Livros digitais - desde que não sejam técnicos e não tenham muitas imagens que influenciem a leitura - têm sido a minha primeira opção de compra.
LIPE TAVARES EM NÚMEROS OU O TIPO MAIS BREGA DE POST
Três lugares onde se comer
• Fast Grill (do Natal Shopping)
Para quem estava acostumado a almoçar pizza ou algum sanduíche do Pitts Burg, quando no Natal Shopping, o almoço do Fast Grill surgiu como redenção. O nome do restaurante é sugestivo, portanto, não é difícil perceber que a especialidade da casa é churrasco. Com R$ 10, dá para comer bem, beber um bom suco e estirar o dedo para os pizzaiolos da Mister Pizza e pro gerente do Pitts Burg.
• Point do Pastel
Localizado na Avenida Ayrton Senna, próximo à lombada eletrônica, o Point do Pastel é um espaço simples, mas com ótimos preços e grande variedade. Mais uma vez, seria redundante explicar a especialidade da casa. Os pastéis são enormes, muito bem recheados, feitos na hora e custam em média R$ 3. geralmente passo por lá todas as quintas feiras, por volta da meia-noite, após o ensaio da Experiência Ápyus.
• Tanaka Lanches (da Bernardo Vieira)
Faz um bom tempo que não vou lá, e segundo boatos, o lugar parece já ter fechado. Mas sem exageros, nunca comi sanduíches melhores do que os de lá. Seguindo o padrão da filial da Praça Cívica, os sandubas são enormes, mais ou menos do tamanho de um prato grande. Já tive oportunidade de experimentar as duas filiais e, na minha opinião, a da Bernardo Vieira é bem superior. Nunca vi um molho rosê tão bem preparado e um lanche tão bem cuidado. A média de preço dos sanduíches gira em torno de R$ 3 ou R$ 4. Vale à pena procurar saber se a lanchonete ainda está funcionando.
Seis álbuns
• Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Mutantes, Tom Zé, Nara Leão, Torquato Neto e Rogério Duprat – Tropicália Panis Et Circenses
• Mutantes – A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado
• Radiohead – Ok Computes
• The Beatles – Abbey Road
• Madredeus – Antologia
• The Smiths – The Queen is Dead
Cinco Filmes
• Laranja Mecânia – Stanley Kubrick
• Um Lugar Chamado Nothing Hill - Roger Mitchell
• 2001: Uma Odisséia no Espaço - Stanley Kubrick
• Os Guarda-Chuvas do Amor – Jacques Demy
• O Iluminado – Stanley Kubrick
Dez canções
• Balada do Louco – Arnaldo Baptista
• Vicente Celestino – Coração Materno
• While My Guitar Gently Weeps – George Harrisson
• Terra – Caetano Veloso
• Vila do Sossego – Zé Ramalho
• Coffe & TV – Alex James
• Why Worry – Mark Knopfler
• Último Romance – Rodrigo Amarante
• Sail to The Moon – Tom York
• Chico Buarque – Desalento
Quatro livros
• O Nascimento de Deus: A Bíblia e o Historiador – Jean Bottero
• Uma História de Deus – Karen Armstrong
• A Divina Comédia dos Mutantes – Carlos Calado
• O Elogio da Loucura – Erasmo de Rotterdam
Treze compositores
• Arnaldo Baptista
• Samuel Rosa
• Lulu Santos
• Chico Buarque
• Johann Sebastian Bach
• Caetano Veloso
• João Ricardo
• Thom Yorke
• George Harrisson
• Paul McCartney
• Renato Russo
• Herbert Viana
• Beethoven